Segunda-feira, 31 de Outubro de 2005

Noite de Bruxas



Boa Noite de Bruxas.

Ou:

Sexta-feira, 14 de Outubro de 2005

O Lado Direito do Bloco de Esquerda

Estive a pensar num tema para escrever um texto e as ideias que me surgiram foram: o Bloco de Esquerda, cultos satânicos praticados por apoiantes do BE, o Pauleta e a sua ligação ao BE e o consumo mensal de manteiga de amendoim por Francisco Louçã. Como manteiga de amendoim e cultos satânicos não são o meu forte e o texto sobre o Pauleta pode ficar para a altura do Mundial, sobrou o Bloco de Esquerda.
Desde já refiro que não tenho qualquer ligação com partido algum. Depois de feita esta ressalva vamos ao que interessa, o texto.
Eu tenho uma profunda admiração pelo Bloco de Esquerda, algo só comparado com o prazer que uma dor de barriga me proporciona. Por mais que puxe pela cabeça não encontro um motivo suficiente válido para votar BE e os seus apoiantes cada vez me demonstram mais que estou correcto, com a sua arrogância e mania de superioridade.
Como partido com assento parlamentar não trazem nada de novo e massacram as pessoas com a polémica do referendo sobre o aborto, vulgarizando assuntos sérios como este. Provavelmente, ainda vão fazer com que o Não ganhe e, caso isso aconteça, vamos ter de apanhar com a mesma ladaínha até o Sim passar.
Como partido "autárquico" pouco existe, tirando raras excepções aqui e ali, há o Francisco Louçã que tem de ir a todo o lado espalhar o seu "charme" e pouco mais. Apesar de melhorar bastante a este nível tem falhas quase imperdoáveis. Sá Fernandes foi escolhido como candidato a Lisboa apenas por ter "travado" o túnel do Marquês e isso não é o suficiente, demonstrando em grande parte o que é o estilo do BE, ser do contra.
Depois há o grande Francisco Louçã por quem nutro especial simpatia (desta vez não estou a ser irónico), acho que ele acredita mesmo no que diz e por isso mesmo consegue cativar apoiantes. Para além disso solta alegremente palavras como "legalizar", "mulheres", "drogas", etc, que hipnotizam os jovens para as suas causas/campanhas.
Nestas autárquicas, na minha opinião, eles foram os grandes derrotados, pois um partido que tem vindo a crescer exponencialmente, nesta não tiveram um resultado eleitoral nada de especial. Tiveram uma campanha fraca a nível ideológico. Os portugueses penalizaram-nos por serem a oposição pela oposição, por serem quase somente do contra e não uma oposição construtiva.

E pronto... acho que já chega por hoje.
Domingo, 9 de Outubro de 2005

Ladytron - Witching Hour


O sol hoje resolveu não aparecer. Estamos em Outubro e finalmente aparece a chuva, um bocado de frio e o tempo escuro. Normalmente, este tempo deixa uma forte vontade de ficar em casa, no quente do nosso lar. Nestas alturas, há sempre um ou outro disco que gostamos de voltar a ouvir - tal como acontece no verão em relação aos discos mais festivos e alegres - no inverno são aqueles que transmitem mais sentimentos, que aquecem-nos por dentro ou falam baixinho ao nosso ouvido. Isto tudo a propósito do regresso - muito aguardado pela minha pessoa - dos Ladytron. Este disco pode perfeitamente ser daqueles tais discos para o frio que se avizinha. Mas primeiro a história.
Decorriam os ultimos anos da década de 90 - mais concretamente 98 - e nascia os Ladytron formados por Daniel Hunt e Reuben Hu que já tocavam e experimentavam todo o tipo de teclados e caixas de ritmo. Depois de darem a volta ao mundo tocando como dj´s , na Bulgária conheciam Mira Aroyo que viria a juntar-se a eles. Mais tarde, Helena Marnie completa o quarteto.
Em 2001 surge o primeiro álbum 604. Foi uma estréia aplaudida pela crítica que rapidamente viu ali uma banda com um futuro promissor.Viviam-se ainda os tempos do electroclash onde a palavra electro fazia parte do dicionário da musica mais dançavel. Com 604 os Ladytron rapidamente foram postos na gaveta do electroclash, nunca aceite pela banda que desde logo recusava pertencer a esse movimento de curta duração. E não foi por acaso. Em 2002 surgem com o seu segundo disco Light & Magic. Sem mudar muito, deram continuidade ao seu álbum de estréia, fazendo um disco equilibrado. Seventeen tornou-se um êxito mundial e Blue Jeans mostrou-nos a capacidade da banda para fazer músicas electropop de alto requinte.
Em 2005 regressam com Witching Hour que finalmente revela a vertente mais rock que a banda sempre quis, e por vezes, mostrava nos seus anteriores trabalhos. Esta não é uma banda de electro, nem é uma banda rock. É a perfeita fusão dos dois com a pop a ditar as regras. Witching Hour vem provar isso mesmo.
Com High Rise, a primeira faixa do disco, percebemos logo que algo mudou. Bateria a substituir as caixas de ritmo, uma guitarra a piscar o olho aos Sonic Youth e teclados a fazer lembrar Shocking Blue. Depois segue-se o segundo single deste álbum Destroy Everything You Thouch, musica perfeita para as pistas de dança. Uma musica que poderia ter saído das mãos de uns New Order em forma. Segue-se International Dateline que vem provar o porquê deste álbum ser perfeito para os dias frios - batidas hipnotizantes e guitarras a provocar sensação de flutuação - juntamente com a carinhosa All The Way, a extremamente bela e tocante Beauty #2, uma Soft Power onde a musica parece a qualquer momento colocar a 5ªmudança, mas sem nunca acontecer - helen sussura-nos até o seu fim - ou White Light Generation. Sugar, primeiro single, é uma pujança de quase 3min de guitarras a fazer homenagem aos My Blood Valentine e com uma letra quente (If I get the sugar, will you get me/ Something elusive and temporary") canta Helen em excelente forma.
Os Ladytron persistem em fazer musicas com o forte sotaque búlgaro de Mira, e ainda bem, prova disso é a Fighting In Built Up Areas. A fusão perfeita entre a eletronica e o industrial.

Weekend é musica pop descontraída que vicia, quase infantil perto da nostalgia.
Neste disco, o jogo de vozes entre as duas vocalistas mantém-se mas com uma novidade. Helen por vezes surge como back vocal o que dá outra profundidade às musicas. Para muitos a desilusão pode até mesmo passar, pelo facto de Mira não cantar tanto como no passado. Mas, Helen tem uma voz brilhante e perfeita, principalmente para este disco, bem mais "humano" que os anteriores. Aqui já não se fala tanto de tecnologia, existe uma abordagem maior às relações e sentimentos. Talvez seja por isso que Mira e a sua maneira quase robótica de cantar - elogio - vê a sua participação reduzida. Este é o disco com menos musicas na carreira dos Ladytron, o que demonstra assim uma maior maturidade da banda. Existe aqui uma maior preocupação com as escolhas das músicas.
Para muitos este é o melhor disco da banda. Para mim é. E sem dúvida é um dos melhores do ano. Não sendo uma obra prima, fica lá perto. Já tenho companhia para este inverno frio e para muitos outros.


9/10
Sábado, 8 de Outubro de 2005

Comida

O lobby encobridor de pratos nojentos que utiliza palavras estranhas para aliciar as pessoas a comê-los tem estado sob investigação devido à sua pouca produção actual.

O mítico lobby foi formado por volta de 1976, com o intuito de dar mais comida aos portugueses. Isto conseguiu-se através da invenção de nomes para pratos típicos portugueses que são, no mínimo, nojentos.

Graças a este grupo de senhores com vasto pêlo por cima do lábio superior, o português começou a comer pratos com nomes catitas, não ligando ao seu conteúdo.

"Deseja um pratinho de arroz cozinhado com sangue?" foi uma das frases mais rejeitadas de todo o sempre do universo gastronómico português.

A invenção do nome "Arroz de Cabidela" foi um sucesso ímpar num país bicudo.

Uma nova era nascia.

Acabou o tempo em que se rejeitava "Uma cabeça de borrego quase esturricada em que o senhor raspa a carne, não comendo quase nada", "Um prato cheio de entranhas de frango", "Um molho de espinafres todos esmigalhados, resultando numa espécie de molho sportinguista" ou "Um prato cheio de cérebro de vaca", passando-se a aceitar com alegria uma "Cachola", "Pipis", "Esparregado" e "Mioleira".

Um grande bem haja a estes senhores.

Emanuel Canoilas
8/10/2005
Sexta-feira, 7 de Outubro de 2005

O Belo Do Nick

Dredg - The Tanbark Is Hot In Lava

The old returns while the new can bore

Because you're the one who fell
Into your self-created Hell
We've worn it out

It took time to realize
It's a chore to recognize
What your world could take it's overgrown
Take it all away now
Real soon, you'll take this all the way down

The old returns while the new can bore
Because you're the one who fell
Into your self-created Hell
There is no way out
When you build a stubborn shell
That shields from any help
We've worn it out

You tried to maximize
But it came as no surprise
That you hurled a stake into your own dome
Take it all away now
Well soon, we'll take this all the way down

Please, Don't, Go, Stay

The old returns while the new can bore
Because you're the one who fell
Into your self-created Hell
There is no way out
When you build a stubborn shell
That shields from any help

(background screams)
(She was beautiful, bring her back)

The old returns while the new can bore
Because you're the one who fell
Into your self-created Hell

Take it all away now
There is no way out
There is no way out
When you build a stubborn shell
That shields from any help
We've worn it out
We've worn it out


Como se pode notar, o tempo e a imaginação para escrever textos tem abundado por aqui.

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