Sábado, 31 de Dezembro de 2005

24 Horas Para 2006

The Walkmen - New Year's Eve

the music's loud, in your room, turn it down
there's a neighbor who can't take it any more
I'll take your hand, in another one night stand
there's a lot for us to figure out

so if this is how it ends, well lock the door behind you then and let
me down easy

The music's loud in your room turn it down, but the more we talk, the
less we understand
Terça-feira, 20 de Dezembro de 2005

O Mais Procurado


Muitos foram aqueles que reivindicaram o estabelecimento de uma trilogia Underground, outros houve que pediram um merecido regresso às origens, mas no final, o resultado revelou-se um jogo tão susceptível de agradar a todos como de decepcionar qualquer um que tenha elevado demasiado a expectativa.
Need For Speed: Most Wanted, o nono capítulo de uma das raras sobreviventes de entre as séries de videojogos de condução automóvel nascidas no século passado, revela-se uma amálgama de conceitos que marcaram os três últimos títulos da franchise da Electronic Arts.

Pegue-se no tuning, corridas urbanas e liberdade disponíveis em Underground 2 e adicionem-se-lhe as perseguições policiais de Hot Pursuit 2. Por fim, seleccione-se um pouco do catálogo de veículos de cada jogo e, com algumas novidades pelo meio, obtém-se Need For Speed: Most Wanted.
Embora esta pareça à partida uma fórmula milagrosa, capaz de levar todos os seguidores da série a elegerem NFSMW como o melhor título de sempre, tal não se tem verificado na prática. Não quero com isto dizer que Most Wanted é um fracasso perante aqueles que o esperavam tão ansiosamente, muito longe disso, mas a verdade é que o produto lançado deixa algo a desejar, principalmente a nível técnico. Encontrando-se agora na sua versão 1.3, NFSMW é por vezes capaz de nos presentear com um singelo "crash to desktop", por vezes acompanhado por um erro de C++, o que depois de finalizar com sucesso uma fuga à polícia de duração superior a meia hora se pode tornar extremamente frustrante, podendo inclusivamente levar-nos a ir jogar outra coisa qualquer. Mas no final de contas, isso raramente chega a acontecer, tal é o vício que NFSMW é capaz de proporcionar, algo a que o pessoal da Electronic Arts nos tem habituado.

Bugs à parte, NFSMW dispõe, à imagem dos seus antecessores, uma jogabilidade sólida e intuitiva, bem como gráficos capazes de puxar bem pelas capacidades do sistema para mostrar todo o seu esplendor. O quase fotorealismo apresentado pelos modelos dos bólides, associado a uma fenomenal captura sonora a nível dos motores destes, contribui para afinar o equilíbrio entre simulação e arcada num jogo que peca por apresentar uma inteligência artificial algo desequilibrada. Os adversários possuem um comportamento que oscila entre a atrapalhação de quem ainda anda a tirar a carta mas quer ultrapassar largamente os limites de velocidade e a condução quase perfeita de um veterano das pistas de F1. O mesmo se pode referir quanto às forças policiais, as quais são capazes de acompanhar a mais veloz das máquinas de estrada com o mais simples carro patrulha ou enveredar por uma missão suicida de abalroamento frontal do carro do jogador.

No que diz respeito ao ambiente sonoro, para além das sirenes que povoam os altifalantes durante uma perseguição, é ainda possível ouvir trechos de música dinâmica da autoria de Paul Lindford (compositor da banda sonora de filmes como "Gone In Sixty Seconds", "Enemy Of The State", "Bad Boys 2"), brilhantemente integrada de forma a elevar os níveis de adrenalina do jogador nos momentos de maior tensão. Ainda ao nível da banda sonora, a EATRAX responsabilizou-se por incluir em NFSMW uma lista de músicas capaz de alcançar (quase) todos os ouvidos, da qual se podem destacar nomes como The Prodigy, Static-X, Disturbed, Mastodon, Avenged Sevenfold ou Jamiroquai.

Não poderia finalizar esta crítica sem fazer referência ao enredo que envolve o modo carreira do jogo, pois está claro. Para variar um pouco, o jogador surge como o "new guy in town", adquirindo imediatamente um curso intensivo acerca do modo de funcionamento das ruas da cidade de Rockport. Estas são dominadas pelos mais procurados street racers (os membros da Blacklist) e constantemente vigiadas pelas forças da lei, as quais têm no Sgt. Cross o seu comandante máximo. Não fossem estas razões suficientes para o jogador se entreter, na primeira corrida contra aquele que virá a tornar-se o seu arqui-inimigo, este sabota-lhe o carro e dele se apodera, deixando o personagem jogável abandonado à sua sorte. É aqui que entra a ajuda da misteriosa Mia Townsend, papel interpretado pela modelo e actriz Josie Maran, a qual revelar-se-á fulcral ao longo do jogo.
É certo que o argumento não é digno sequer de um "Fast'N'Furious" (o qual já se sabe não ser, de longe, fenomenal), mas estamos a falar de um jogo, onde este não é o aspecto principal, até porque o desempenho dos actores está acima do medíocre e é sempre bom ver Josie Maran a exibir as suas fatiotas.

Concluindo, Need For Speed: Most Wanted pode ter vários defeitos, mas é talvez a melhor proposta do cabaz de Natal deste ano ao nível de videojogos de condução automóvel, a não ser que tenham uma Xbox360 e possam optar por Project Gotham Racing 3. Se bem que os aspectos focalizados sejam diferentes, PGR3 será aquele que mais se aproxima da simulação automóvel.


Quero aproveitar o tema para divulgar o blog de alguém que admiro pelo seu trabalho e postura ao nível da imprensa especializada neste tema. Falo do actual director da revista Mega Score, Nelson Calvinho.
Visitem o blog em: http://ultimonivel.blogspot.com/
Sexta-feira, 16 de Dezembro de 2005

Riding On The Train

AVISO: Post não inspirado no anterior. Só o título. Para não haver cenas de "Ah, este não tem tanta qualidade como o anterior. É uma sequela e tal.". NÃO! Não tem qualidade porque é normal não ter de qualquer maneira.

O post em si:

Depois de muito e muito tempo de viagens analisadas ao pormenor dentro de comboios da CP da linha de Sintra, cheguei a alguns números e percentagens. E também leis de Murphy.

É sempre giro ler coisas assim, não é pequenada? O gáudio da pequenada. A pequenada que nos lê.

Ninguém.

Os números

- Na linha 1 da estação de Sete Rios há 3 escadas rolantes. Uma sobe, outras 2 descem. Já daí é parvo. É mais fácil descer e tal. O que é que sucede? A única que anda é a que desce. O que é que sucede? Na hora de ponta, uma centena de pessoas sai de um só comboio. As escadas não andam. Demora-se 5 minutos a descer 10 metros.

- Dessas 100 pessoas, 37 fumam. E vão todas à minha frente quando desço para eu levar com o fumo na tromba e durar menos anos.

- Dessas 37, 0 são pessoas que sabem viver em sociedade e respeitar a saúde dos outros num espaço praticamente fechado.

- A porta que escolho para entrar no comboio tem sempre mais 20 pessoas que as outras.

- Quando consigo encontrar um lugar sentado, vou apertado por uma velha ou senhora de meia-idade com mais de 80kg com os bracinhos todos abertos a ler o Destak.

- 20% das pessoas no comboio levam o seu aparelho de leitura de música.

- 96% dessas pessoas põem o volume bastante alto, acrescentando ao facto de que a música é kizomba ou Bryan Adams, ou seja, entra pelo ouvido adentro, fazendo lesões permanentes.

- 4% sou eu.

- 70% das pessoas não tomam banho.

- Dos 3% de crianças de colo ou miúdos pequenotes que andam no comboio, 100% delas fazem birras de manhã. Por causa de um pedaço de bolo: 78%.

- 100% dos homens olham para aquela loira que vai sempre no das 8h37. Entra na Reboleira. Calça o 37.

- 90% dos comboios que apanho têm de mudar de linha antes de Benfica. Ou seja, chego sempre 1 ou 2 minutos mais atrasado.

- 100% é a percentagem de vezes que chego entre 10 a 20 minutos atrasado à escola.

- 0% derivado de atraso de comboios.

- 99% derivado de atraso de autocarros.

- 1% porque adormeci antes da minha paragem de autocarro, indo parar a entrecampos, sem autocarro para voltar nos próximos 20 minutos. (Ei, acontece a todos, certo?)

- Apetece-me esbofetear todas as pessoas que não arredam pé quando se tem de sair do comboio, ficando à espera para entrar. (Já foi referido no último post. Mas é mesmo muito irritante)

- Quando fico os últimos 30 segundos de viagem em pé no comboio para sair a seguir:

1) 30% das vezes aparece uma pessoa que solta uma flatulência.
1. a) 70% são de mulheres.

2) Vem um velho qualquer com 30 malas para ir para o Expresso que, amavelmente, se põe à minha frente na porta. (Também me acontece na fila do pão, mas a esses dou cotoveladas e chego sempre à minha vez quando tenho direito)

3) 0% das vezes uma mulher atraente mete-se comigo.

4) O revisor pede-me o passe 60% das vezes. Logo quando a puta da porta está para abrir o gajo faz-me abrir a bolsa da mochila.

- Das pessoas que vão a sair do comboio para apanhar outro transporte:

1) 90% vão a correr.

2) 2% vão numa espécie de saltitamento misturado com artroses ao nível dos tornozelos.

3) 8% vão ordeiramente e calmamente sem atropelar ninguém.
3. a) 100% são estudantes.

- Quando se está à espera do comboio para Lisboa na Amadora, passam 2 comboios para Sintra e Monte Abraão, praticamente vazios.

- Quando se está à espera do comboio para Sintra em Sete Rios, passam 3 comboios para Entrecampos e Roma/Areeiro, praticamente vazios.

- 1% dos artigos de opinião e entrevistas dos jornais gratuitos Destak e Metro têm algum interesse.

- 99% ajudam-me a vomitar quando o meu pequeno-almoço caiu mal.

- 90% dos toques de telemóvel que se ouvem são de grandes artistas pop dos anos 90.

- 100% das pessoas que cortam as unhas com corta-unhas nas estações levaram uma reprimenda minha quando tive por perto. Ouviram-se palavras como "Filho de uma grande vaca, porco de merda". Obviamente, estava um casal de namorados a discutir ao meu lado.

E para já é tudo. Vou estando mais atento.

Bem haja.
Quarta-feira, 14 de Dezembro de 2005

Riding On The Metro

Como tema para este texto decidi escolher esse transporte público tão conhecido por esse mundo fora que é o Metro, mais propriamente o Metropolitano de Lisboa.
A primeira coisa que salta logo à vista é a publicidade da Triumph. As estações aparecem recheadas de magníficos cartazes de lingerie dessa marca, um incentivo inequivoco ao uso do Metro.
Actualmente, qualquer estação está equipada com ecrãs em que é possível visualizar a "Metro TV". Consiste numa espécie de TVI em miniatura, onde os mesmos videoclips e anuncios são passados até à exaustão (nomalmente rápida devido à qualidade da maioria). Anastacia, Shakira, Il Divo, D'ZRT, Enya, Xutinhos (???) são alguns dos exemplos actuais dessa exaustiva publicidade. (Não confundir com a publicidade da Triumph, essa nada exaustiva)
Outro dos ícones da rede metroplitana são os vendedores da revista CAIS. Cada um com o seu modo particular de anunciar e fazer-se notar, mas com resultados semelhantes todos eles, poucas ou nenhumas vendas.
Continuando a viagem subterrânea a probabilidade de encontrar um cego a pedir no Metro é bastante elevada. Frases como "Tenha a bondade de me auxiliar!" ou "Deiam uma moedinha à ceguinha!", isto fora os tocadores de algum instrumento, normalmente acordeão, são bem conhecidas no meio underground lisboeta.
Como transportes públicos e horas de ponta costumam resultar numa mistura explosiva, somando a isto a falta de educação de algumas pessoas, aproveito para deixar aqui referido um dos meus ódios de estimação: esses seres atrasados mentais que ficam à frente das portas, dificultando a saída dos passageiros. Custa muito perceber que se eu sair, eles têm mais espaço ao entrar, enfim...
Ultimamente tenho pensado um dos factos do eléctrico do Porto aka Metro de superfície do Porto ser isso mesmo, de superfície. Provavelmente ao realizarem o estudo vieram a Lisboa analisar o comportamento das pessoas dentro do Metro e devem ter concluido que a maioria anda de cabeça baixa, com ar apático e tristonho. Ao verem isso devem ter preferido que fosse de superfície, mas ao mesmo tempo que se chamasse Metro. Enfim... modernices... um underground above the ground.

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