Sábado, 8 de Abril de 2006

The MP3 - O Aviso

Faz hoje uma semana que a notícia da caça aos "piratas informáticos" portugueses saiu. O conceito de "pirata informático" é, por si só, motivo para um sorriso da minha parte. Hoje em dia qualquer miúdo de 10 ou 12 anos tem livre acesso à internet e, naturalmente, faz download de músicas. Ver esses miúdos como "piratas informáticos" é, no mínimo, cómico.
Segundo consta, esse combate ao download ilegal seria realizado através de uma carta enviada ao presumível prevaricador ameaçando-o de que ou pagava 5000€ ou ia para tribunal. Ora, eles rapidamente perceberam que, em Portugal, isso vale zero. Então decidiram seguir o caminho "mais correcto". Queixa contra desconhecidos na Polícia Judiciária. Isto permite que a PJ, caso assim entenda e através de mandatos, saber os dados dos ditos "piratas informáticos" (sempre que leio este isto vem-me à cabeça hacker... continuando...) junto dos respectivos ISPs.
Incrivelmente, este processo todo despertou em grande parte dos utilizadores da internet uma revolta e um espanto, como se não soubessem que aquilo que têm feito ao longo dos anos é ilegal. Outros mais esclarecidos e conscientes da realidade continuam normalmente na sua rotina do 'sacanço'. Dentro dos primeiros, houve um site cujo nome não vou referir, mas que começa em "Tuga" e acaba em "Mania", que me espantou muito (ou não). Tomou a atitude hipócrita de retirar as secções ligadas ao download de músicas, mas mantendo as ligadas aos filmes e jogos. Então e se depois da indústria discográfica fôr a vez da indústria dos videojogos contra-atacar? Também vão retirar essas secções? E se depois fôr a indústria filmográfica? Simplesmente patético.
Durante esta semana e depois de ler alguns textos escritos sobre este tema, por esse universo cibernaútico, cheguei à conclusão, no que diz respeito ao download de música, existem dois tipos de sujeitos. Aqueles que unicamente 'sacam' da net, não se dignando a comprar álbuns originais e aqueles que apesar de 'sacarem' bastante (provavelmente até mais do que os primeiros), servem-se desses downloads para conhecerem novas bandas e sempre que possível comprarem alguns originais. Eu pertenço aos do segundo tipo. Posso dizer que compro mais álbuns agora do que quando não tinha internet, apesar de não tantos quantos, obviamente, gostaria. Um dos meus sonhos utópicos é substituir completamente os álbuns que tenho em mp3 pelos originais, coisa impossível neste momento para um estudante (Euromilhões onde andas tu?).
Para concluir fica uma pequena sugestão para venderem mais discos. Preços mais baixos (IVA 5%). É preferível, do meu ponto de vista, venderem dois discos a 10€ cada do que apenas um a 20€.
Quinta-feira, 6 de Abril de 2006

E Que Tal Um Pouco De Originalidade?

Decerto muitos de vós se depararam com aquele que é um mal comum às mais variadas formas de arte, a dificuldade em produzir algo original, que não se prenda aos clichés e pormenores que parecem bem ou permitiram vender bem no passado. À semelhança do Cinema e da Música, a indústria dos Videojogos tem vindo a sofrer uma acentuação da perda de criatividade tanto a nível técnico como a nível de conteúdos e esse é um facto perceptível quando olhamos para as prateleiras dos pontos de venda, onde as sequelas de sucessos anteriores teimam em ocupar o espaço dos seus antecessores.

Este facto leva-me à razão de ser deste post, dar a conhecer um pouco do que se faz ao nível independente no que diz respeito a videojogos, o qual vem na sequência da realização do 7º Independent Games Festival. O IGF 2006 teve lugar em San Jose, Califórnia entre os dias 20 e 24 de Março e deu a conhecer ao mundo algumas pérolas de originalidade videojogável, de entre as quais se destacou o popular Darwinia, o qual recebeu o prémio máximo do evento, o prémio Seumas McNally, no valor de $20,000.

Após experimentar por breves instantes alguns dos jogos candidatos, devo dizer que houve um que, embora não me tenha chamado especial atenção à partida, veio a revelar-se um daqueles jogos cujo "vício" proporcionado é apenas comparável ao dos jogos das arcadas onde a máquina insistia em pedir apenas mais uma moeda. Um jogo para quem sente falta dos beat'em up nos PC ou para quem quer passar uns minutos (ou horas) na presença de algo original e simples, mas extremamente viciante. A premissa de Rumble Box é única: controlar um boneco constituído por sólidos simples e lutar contra adversários semelhantes dentro de uma caixa onde os restos mortais dos derrotados se vão empilhando no chão, os quais servem o propósito de permitir ao jogador chegar ao topo da caixa.


Conheçam mais acerca do Independent Games Festival, bem como de Rumble Box e respectivo download, através dos seguintes links:

Independent Games Festival
Rumble Box

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